Poliana Araújo
Neste relatório falo um pouco de minha matéria para a 8ª edição do jornal laboratório da faculdade – FAA, o União Informa. A matéria trata do crescimento do comércio nos bairros Pintolândia e Santa Luzia, na rua que corta os dois bairros, rua Solon Rodrigues Pessoa.
Minha experiência de campo foi bem mais difícil do que pensei. Aos poucos vou me enquadrando na vida de um verdadeiro jornalista. A árdua tarefa de entrevistar ou procurar pessoas que batem com o perfil de sua pauta é meio complicado, mas só se o seu pauteiro for você mesma. Esse foi meu caso, uma estudante do terceiro semestre de jornalismo que achava que tinha uma boa pauta, quando na verdade me faltava o fator principal, os personagens. A história era boa mais faltava muito para se chegar à perfeição e isso inclui os olhos críticos do meu professor.
Quando cheguei ao local das entrevistas me vi perdida entre várias pessoas e isso de cara me bloqueou. Primeiro dei uma boa olhada na área do comércio até o ponto de me sentir segura para abordar as pessoas. Em seguida escolhi os lugares e defini quais seriam meus entrevistados. Eu precisava de alguém que tivesse uma empresa ali e uma visão empreendedora (gerentes ou donos de lojas), em nível de comércio local claro e também precisava de pessoas que morassem nas redondezas há mais de cinco anos, ou seja, que tivesse conhecimento sobre o crescimento que o comércio vinha tendo.
Depois disso escolhi as empresas e as pessoas. A maioria que escolhi de primeira não deu certo, pois não tinham o perfil procurado. A partir disso fui escolhendo pelo tempo de permanência ou pelo nome das lojas. Encontrei uma loja bem conhecida na cidade e falei com sua proprietária, uma senhora simpática, mas com muitas dificuldades de se expressar. Respondeu quase todas as perguntas com a cabeça ou então “sim” ou “não”. Com o resto das entrevistas foi mais fácil, o que deu um empurrão no andamento da matéria. Colhi um pouco mais de quatro laudas de informações e me senti satisfeita com as respostas.
Levei poucas horas para fazer a matéria e não é por nada, mas senti que ficou boa para um aluno do terceiro semestre.
Aos poucos vou me firmando no chão, aprendendo e reconhecendo que se não existem erros, não se tem como melhorar. Por isso faço questão de errar para continuar me aperfeiçoando sempre.